sábado, 28 de outubro de 2017

Enchanted

In a world without humanity we need our souls to be enchanted by our mother Nature, everyday.

Listen to music that makes you feel skin orgams
Make love with the one you love
Hold hands, kiss, let your body free to embrace and be embraced
Cry for beautiful things
Smile for no reason
Live like there's no other life
Respect difference like you're unique
Accept you before all
And the others like you'll like to be accepted

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Neste céu eu sou amor

Neste céu
Que abriga meu olhar
E rega com amor os sorrisos de um casal
Sobre a pedra no jardim do Morro
Sobre o jardim da Quinta de Santiago
Sobre as areias de uma praia
Sob a Lua Cheia
Quando penso em ti
"Eu sou amor da cabeça aos pés"

domingo, 23 de abril de 2017

Leitura

Observar é segurar o livro das mentes que escrevem sem palavras, folhear as páginas da vida destas mentes e ler com seus olhos o que entretanto torna-se parte de nós.

terça-feira, 21 de março de 2017

O menino invisível

O menino invisível abre os braços
E ao invés de abraços, mexe as mãos nervosamente
O menino não quer ser invisível, ele copia
Ele vê o que os outros fazem e tenta repetir
O menino invisível é criativo, mas não neste mundo
Neste mundo, prefere copiar
A criatividade pode estar numa foto, numa paisagem
Num sorriso, numa brisa, num abrigo
O menino invisível gosta de abrigos
Mas prefere mostrar que fala com todos
Prefere dizer que está feliz, que encontrou finalmente a paz
Mas ele não está em paz
Ele abre os braços, e ao invés de abraços
mexe nervosamente as mãos
O menino é invisível, mas o reflexo no espelho dói
O reflexo diz-lhe que ele não é ele
Diz que a idade não reflete a sua idade
Diz que o tempo não corre como quer
Ora sente dor pelo que o tempo lhe toma
Ora sente medo pelo que o tempo lhe dá
E o menino já é pai
O menino sofre porque não cresceu
E tenta ensinar sem saber
Tenta sorrir sem querer
Tenta e continua a tentar
Porque a memória curta é seu alento
Esquece o que sofre e assim, reinventa o presente
reinventa com o vento
e renasce quantas vezes puder

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Tu

Quero viver, viajar.
Conhecer culturas, gentes, sabores, recantos.
Quero sorrir por olhar a simplicidade e ouvir os ruídos da Natureza mãe.
Tudo isso acompanhado por quem mais pode compreender este caminho.
Tu.

sábado, 16 de julho de 2016

Iansã e Iemanjá

Marés, ondas, águas salgadas
Ciclos que nos ensinam com as vagas
São lágrimas, sorrisos, caminhar descalço
São batalhas, descanso, um olhar atento

São mares, fortes, bravios, que causam temor
E também admiração, força, paz
Como pode nos corações causar tamanha calmaria?
Se o mar, por ser Natureza, é tão tempestade.

Iansã, teu amor dedicado cativa o força do mar
E a espuma que te faz dançar te faz feliz
Que o sol ilumine tua dança
E te faça renascer no mesmo amor, forte como a vaga

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Encontro dos astros

De um raio de sol que rompe a chuva,
uma palavra que abraça o corpo,
um beijo que renova o desejo,
uma cama que fica por arrumar,
duas vidas se encontram
E nascem vontades
nos olhares
transfigurados,
translúcidos,
transparentes
enquanto os dois astros
revivem, resgatam, regogizam



terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Anjo In(finito)

Asas de anjo, em infinito
Dois ciclos uníssonos
cruzados
Duas vida em uma
Dois corpos em um
E o amor
A energia
O fechar dos olhos
a ouvir canções
E a vida, a Vida
O presente, promessa
O futuro, vontade
E a família
motor
sangue
para além do conhecimento,
para além da geografia,
para além do além




segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Lua de fogo

Lua vermelha, lua de fogo
Que as raízes que me ligam à terra
E a alma que me liga a este mar
Sejam como o nosso respirar de amor
"Lua, Lua, Lua, Lua
Por um momento meu canto contigo compactuar"*
* Caetano Veloso in Lua, Lua, Lua, Lua

terça-feira, 28 de julho de 2015

Filha

Despertas-me poesia
Não só hoje, nem só há 10 anos
Quando chorei de alegria em ter-te
Pequena e embrulhada nos braços

Despertas-me poesia a cada dia
Com teu crescimento, tua vontade
Teu sorriso, tua sede de vida
Despertas-me sonhos

A matemática diz mais de 3650 dias
O estudo do meio mostra-te o mundo
A língua portuguesa transcreve o amor
Em palavras livres como esperança

Parabéns, filha!

sábado, 14 de março de 2015

Sede de vida

Tenho sede
De um beijo condensado e roubado
De um abraço demorado
Do tempo que ainda posso viver
Dos lugares que ainda posso conhecer
Dos sabores por provar
Dos sorrisos por cativar
Do entardecer
Tenho sede de vida
Sede de ti

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O Estado e o estado

Ao que se auto-denomina Estado denomino opressão.
Quero fazer do Estado a questão e da liberdade, a bandeira.
Quero que os discordantes respeitem a diferença e que as concordâncias façam mais que diplomacia.
Quero dizer não ao medo mesmo que tenha medo.
Sentir que a diversidade nata e o pensamento não são motivo de discriminação ou chacina covarde, de desapego ao que é humano.
Quero pensar que ser humano é tão humano como animal e se ser animal é não ser humano então que sejamos menos humanos.
Quero paz, quero futuro.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Sede

Sol e lua, cor vermelha
Sal e tua cor de areia
É o grito, é o canto
A força do mar
É mais
É sede que não tem fim
É pensar no amanhã ainda hoje
Porque a saudade começa
Onde a espuma ainda bate
E a água recua

terça-feira, 26 de agosto de 2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Sonhei

Hoje sonhei
Num dia
Vi-te a andar no nosso jardim
Estavas com teu filho
Sentada num degrau de escada
Observavas as árvores
Quando desci já descansavam
Deitados no mesmo degrau
Esperei
Outro dia entravam em casa
Teu filho estava acompanhado
Por duas amigas
Pareceu-me ver
E sorriu
Depois vieste tu
E abriste os braços
Eu acordei
Porque não precisava mais dormir

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Laranjas

Quantas laranjas tem o meu azul?
Tantas cores como meu telhado
Portas fechadas, janelas abertas
E o sol, a luz, rainha das cores
A brincar com as frutas e as folhas
E o vento a aventar hipóteses
Antes que a noite caia
E a árvore, pouco mármore,
Vergue-se para ver-te subir
e colher sorrisos
ou ter as laranjas colhidas?
Quantas? Não
São momentos sem conta

Azul_______ejos

Padrões, azulejos pouco azuis,
"cores de Almodóvar, Frida Kahlo, cores" (Adriana Calcanhoto) ,
Tradições,
Trazes traduções, culturas,
vidas______________
Raízes e a fé
Maior que a vida
Estampada em paredes
Esperança, esperar como uma criança,
Esperar uma criança, esperar
A palavra____________________
A vida é uma palavra,
uma vontade a interpretar
Depois de dita, feita, criada
E perdura como a cor
Do azulejo que não é azul

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Abraçar o mundo

Por vezes
Quero abraçar
Abraçar o Mundo,
Mas o vasto mundo, vasto
Não cabe, não espera
Sinto-me incapaz
Mas logo depois, vejo que há humanidade
E acredito
Persisto
E vejo nascer, crescer, esperar ser
No meio da guerra, no meio do nada
E vivo, feliz
Sabendo que as árvores resistem ao vento
E o homem sobrevive à inumanidade do próprio homem.
E a cor do dia que vem a seguir
O Bom dia que todos querem ouvir
Fica na vontade, na ação, no poder que todos têm
E todos esquecem
Porque por vezes não interessa ter dor
Dói a dor
Mas custa doê-la para esmerecê-la
Cuida, Ama, Doa.
Perdoa, dá início e continua.
Ama.

Menina linda

Menina linda por dentro e por fora
Imagino Drummond, aquele sentado no banco da praia
Vendo tu chegares:
A praia é toda tua, menina!
Mas antes de entrares, senta-te ao meu lado
E conta-me tuas histórias
Como fazes e desfazes os nós do teu cabelo dourado
Como refletes o mar nos teus olhos
Como sorris com todo teu rosto
E vives cada dia como se fosses borboleta

terça-feira, 13 de maio de 2014

Mar de letras

Ligo o princípio da palavra
Ao fim do que está em mim
Cada letra soa, voa, só
Perdoa, volta, resgata
O mar apaga
Fica a sombra e a memória