Foto Wikimedia, por Portuguese_eyes
13 a rirem uns dos outros na Cordoaria, e muito mais a partir de hoje aqui.
E então descubro que tenho sede, mas não tenho sede de água. Tenho sede de rede.
Foto Wikimedia, por Portuguese_eyes
13 a rirem uns dos outros na Cordoaria, e muito mais a partir de hoje aqui.
O diálogo possível entre o céu e a terra: reflexo. Vejo, páro, escuto, os sentidos que atentam à orquestra invisível e inaudível repousam neste horizonte.
Há tempos fez-se uma vida em anos de escrita, há tempos criou-se um texto em noites perdidas. Perdidas? Não, decididamente são ganhas. O poeta não perde o que usa, apenas perpetua a palavra, que ganha valor quando passa de boca em boca. E é após esta vida passada, a material, que a próxima que não é mais física, mas como meta, objecto meta______________________________________________físico, objectivo por cumprir, revive. Senhor, falta cumprir-se Portugal. E cumprir-se-á também na escrita, numa outra vida, na vida que virá depois da vida.
Lembro-me do final do filme Dangerous Liaisons em que Marquise de Merteuil limpa o rosto do excesso da maquiagem com que diáriamente apresentava-se. A queda de uma máscara faz-se sentir ao espelho.
Em tempos de crise, a maquiagem de Estado promete transformar grandes investimentos em grandes oportunidades, enquanto a oposição transforma os futuros gastos em futuros problemas. Entretanto, envelhecemos, as crianças jogam nos seus computadores Magalhães, endividamo-nos comprando carros topo de gama enquanto os bancos leiloam nossos imóveis.
Chegou a hora de limparmos o rosto. Fomos grandes navegadores. Fomos e podemos ser. Mas o problema é que pensamos que somos ou que apenas queremos ser: vemos o passado como algo que simplesmente passou, não vemos como aprendizagem, como possibilidade. Ao invés do possível, do que podemos alcançar, filosofamos sobre desejos, sobre sonhos, sobre planos. Vivemos à deriva da possibilidade, em meio ao desejo do inalcançável, vivendo os dias como se não houvesse futuro, como se não tivesse havido passado.
Nasce a insustentável multiplicidade de cada um de nós. Nós, portugueses, que vivemos esta realidade que julgamos real, sabemos que afinal não somos tão bons, não somos tão perfeitos. Mas enquanto a reação lógica poderia ser assumir a queda, limpar o rosto do excesso e enfrentarmos as rugas que sempre foram nossas, preferimos continuar mascarados. Somos grandes lá fora enquanto chorámos em casa. Mostramos força durante o dia e dormimos com calmantes e anti-depressivos.
Espero que um dia aprendamos o quanto é importante poupar para investir no futuro, pensar na educação antes da tecnologia "made in Portugal", pensar na estabilidade sustentada antes do comodismo, no que podemos fazer com investimento e dedicação e não com o simples desejo. É hora de esquecermos a máscara que nos esconde do espelho, que nos esconde de nós próprios. Precisamos conhecer e aprender com nosso passado, ver o presente sem maquiagem, e traçar o caminho do futuro.
Como falar se o vulgar é corrente, se a energia cria-te e cerceia tua força? Como culpar quem te vive intensamente, quem te sobrepõe ao viável, ao plausível? Como esquecer quando teu abalo abriu às raízes, pelas rachaduras, a tua terra, teu suor, teu fogo, teu fôlego? Como falar, como recriar, se tu és o que não és, mas o que julgas ser em cada um de nós?
Starts like a hymn. Grows like a thunder. I feel some magic, some mystic vibration hearing that song. Simply perfect, a classic 21 years later...
Sou produto de Portugal nascido no Brasil. Sinto-me português, sinto-me brasileiro, sinto-me global. Não há pátrias, raças, partidos, claques e grupos quando simplesmente somos do Mundo. Sou intolerante à intolerância, mas se a democracia o permite, porque esconder que sinto-me triste em saber que há racismo e xenofobia?
A mestria dos mares de sal converte-se, mesmo que tardiamente, na dos mares da tecnologia. É bom ouvir "Made In Portugal", agora sob a voz de outro Magalhães.
O prenúncio de um Outono. Deixo a janela aberta para entrar o som forte dos trovões. Lá fora há ainda festa dos Leixões, a noite vai caindo e a chuva também cai a fechá-la. Hoje é Verão, amanhã já é outra estação.
Ontem desci a Avenida de Merignac até à Villagarcia de Arosa. Matosinhos parece sempre igual junto ao Hospital Pedro Hispano, árvores ao fundo, no Parque de Real, os jardins, o Metro a ranger o ferro, as famílias a irem trabalhar pela manhã. Reparei no azul do céu e na leve brisa que amansava o calor que preparava-se para a tarde: anunciavam algo diferente. O azul estava perfeito e a brisa modelava as cores dos tijolos vermelhos, das flores, das árvores. Senti a diferença num movimento de ascenção, quando percebi que não olhava mais o chão que pisava. As cores atraiam o olhar para cima, para o que a vista não alcança numa manhã de trabalho. Este renascer da percepção fez-me pensar que a realidade difere pouco, mas levanta do chão quando fazemos das suas cores uma nova interpretação, um novo olhar sobre uma simples segunda-feira.
Yes, I knew it this should be the second single from the Sharleen Spiteri's debut solo album:
It was released on 1984 as the debut single of the Alphaville's first album Forever Young. In the same year songs like Relax from Frankie Goes to Hollywood and People are People from Depeche Mode were also released, this song became a mark in the not only german, but european synthpop music from the 80's.
Another german band, Guano Apes, made a cover from Big in Japan, 16 years later:
Há tempos que não me lembro, há outros norturnos, dias adormecidos em pensamentos vagos sobre tudo, sob o nada. Fico a ver o ténue fio de mar entre as árvores distantes, o tempo que outrora trazia-me a noite, agora traz-me o sorriso, uma flor numa caneca de leite, um pedaço de bolo da avó, uma garrafa de vinho da aldeia. A memória, que percorre o tempo, acordando pensamentos, como orvalho noturno que evapora com o sol, pergunta: vale a pena? Mas a alma nunca é pequena...
Hoje meu pai mostrou dois pés que nasceram perto do vazio deixado pela grande figueira. É sempre bom ver que da terra tudo pode renascer, mesmo que por vezes esqueçamos das pequenas grandes coisas que a vida nos traz a cada dia.
Já não haverá figos este ano. Agora no lugar do teu tronco está o vazio, a falta do futuro paladar. Fica a memória de comer ao teu pé agora descalço na estrada, transformado em lenha pela motoserra. A terra que te amparava vai acamando e no meio da lama e da chuva, alguns figos ainda verdes que perdeste já não crescem. Fica o paladar de outrora, o fruto aberto, avermelhado, o saber doce, puro mel.
FeCl2 + 4 H2O + KAlSi3O8 [outrora]
KFe3AlSi3O10(OH)2 + 6 HCl [agora]
Termoclastia que cria, que transforma. A pedra de outrora, a rocha-mãe, a parideira, espera. Na Serra da Freita há poucas almas, muitas histórias. Os dias passam e se no inverno há neve, no verão há gente, há carros, há olhares postos na Frecha da Mizarela. Por entre modernos moinhos de ventos, as vacas pastam, marcam seu território. Os dias e as noites correm, tanto sol, tanta lua, tantos que passam. O nascimento de agora, quando alguém espreita pela rede que protege, a bolha que torna-se em biotite, o disco duplo convexo que brilha ao sol, já não é parte de quem o criou.
* Este texto teve como inspiração outro sobre as pedras parideiras que se encontra no site de Geologia do Portal de Arouca
This evening I reserved a time for myself at the end of this first day of work after the hollidays. There's nothing better than a cup of rooibos tea, good music, and to check some pictures I took during the last month.
Parque eólico da Serra da Freita, Arouca
Pinheiros, Serra da Freita, Arouca
A energia da natureza, Serra da Freita, Arouca
Parque no centro da vila de Arouca
Cozinha antiga, Arouca
Futuro vinho, Castelo de Paiva
Capela da Senhora da Mó, Arouca