Um brasileiro com um casaco da seleção de Itália, possivelmente "made in china", entra numa composição do metro do Porto, em Portugal. Entra com outros dois colegas de trabalho na estação de Modivas Sul, da linha vermelha: um angolano com um casaco Reebok e um português, já idoso, com calças e boné à tropa. Falam sobre passes e senhas do metro. O brasileiro adianta-se com o seu passe que até dá para a zona N10. Provavelmente no mês que vem também vou aderir ao passe, é mais económico e cómodo, penso. Olho a notícia do Jornal de Notícias, e vejo que a Metro do Porto está a testar uma composição "tram-train", feita na Áustria, a ser usada na linha vermelha. Mais conforto, mais velocidade. Saio na Senhora da Hora, vejo três chineses a atravessarem a linha a correr a tempo de apanharem a composição com direcção ao Ismai. Vou para casa. O mundo está global. O mundo está realmente a mudar. E gosto disso.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Made in Portugal III
Há uma semana recebi um email cujo conteúdo gostaria de partilhar convosco. Vale a pena repensar Portugal, não o país, feito por nós, pelo nosso trabalho, mas os nossos conceitos, nossos pré-conceitos. Vale a pena repensar o que achamos imutável, o que consideramos perdido, o que não acreditamos como possibilidade.
Não encontrei a fonte original do PDF que recebi, mas sei que esta campanha já tem tempo, com origem na nova imagem da promoção externa de Portugal, pelo Portal do Governo, e que ganhou imagem na altura através de uma interessante apresentação. Para terminar, conheça a ficha e o perfil do lugar em que vivemos, pela voz da Portugal Global (AICEP)!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
As aventuras de Caddy Kaboo III
Caddy de volta à casa. Quem vê este prédio não imagina o que há do outro lado, pois não? Então vejam...
Este foi o melhor lugar onde já vivi até hoje. Fica em Villach, Austria. Pude usufruí-lo entre Dezembro de 2004 e Junho de 2005. Bons tempos, tão bons que resolvi agora, quando se completam 4 anos que pisei pela primeira vez o solo austríaco, começar uma nova série de posts, com mote inicial na Caddy Kaboo.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
As aventuras de Caddy Kaboo II
Vamos às apresentações. Esta Caddy chama-se Kaboo pela sua placa: K 849 BU, letras K e BU, daí Kaboo. Na Áustria, tal como na Alemanha e mesmo em Espanha, a primeira letra das placas é a cidade de origem do carro, seguida do brasão de armas da cidade. Neste caso, K de Klagenfurt. Na foto, acabou por encontrar neve em sua terra natal, um pouco depois de sair de Villach.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
As aventuras de Caddy Kaboo I
Austria, 12-12-2004. Caddy Kaboo continua sua jornada em Faak am See: um dos primeiros contactos com o frio continental austríaco, com a geada matinal em campos perto de Villach. Caddy ainda haveria de fazer muitos quilómetros até ser entregue no aeroporto de Klagenfurt. Onde andará Caddy Kaboo?
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
American Pride
This teddy bear was made in China, but despite this controversy I'll focus on its meaning. The American dream seems to be reborn today from the Bush era dust into a renewed American pride. Obama made a great victory speech: the 106th years old lady Ann Nixon Cooper is surely proud of the change made in America trough the years, as all the change believers, Americans or not. Yes, you can, Mr. Obama and now the rest of the World is waiting.
F5 on CNN.com
Today is the other day, it's just 2 minutes past... each state on USA is closing the polls and I'm still waiting. I don't know why USA is so important after such an economic crisis, but what is important to me is the difference. I feel happy to live in a World where an African-American can reach the White House, I'm happy to see his smile, I'm glad to see that breath of respect between different races, I'm glad to see that the human world is becoming real human, without limits. To be even better, even this is an utopia, I see a World where the lyrics of John Lennon's song, Imagine, just come true. But, this is just a dream and I'm keep pressing F5 on my keyboard at CNN.com.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
This is the day
I couldn't resist to publish this embedded video today on this blog... Things fall into place and life will surely change.
sábado, 1 de novembro de 2008
Juan Muñoz
Foto Wikimedia, por Portuguese_eyes
13 a rirem uns dos outros na Cordoaria, e muito mais a partir de hoje aqui.
Horizonte
O diálogo possível entre o céu e a terra: reflexo. Vejo, páro, escuto, os sentidos que atentam à orquestra invisível e inaudível repousam neste horizonte.
A vida e a vida de Llansol
Há tempos fez-se uma vida em anos de escrita, há tempos criou-se um texto em noites perdidas. Perdidas? Não, decididamente são ganhas. O poeta não perde o que usa, apenas perpetua a palavra, que ganha valor quando passa de boca em boca. E é após esta vida passada, a material, que a próxima que não é mais física, mas como meta, objecto meta______________________________________________físico, objectivo por cumprir, revive. Senhor, falta cumprir-se Portugal. E cumprir-se-á também na escrita, numa outra vida, na vida que virá depois da vida.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
A insustentável multiplicidade do ser
Lembro-me do final do filme Dangerous Liaisons em que Marquise de Merteuil limpa o rosto do excesso da maquiagem com que diáriamente apresentava-se. A queda de uma máscara faz-se sentir ao espelho.
Em tempos de crise, a maquiagem de Estado promete transformar grandes investimentos em grandes oportunidades, enquanto a oposição transforma os futuros gastos em futuros problemas. Entretanto, envelhecemos, as crianças jogam nos seus computadores Magalhães, endividamo-nos comprando carros topo de gama enquanto os bancos leiloam nossos imóveis.
Chegou a hora de limparmos o rosto. Fomos grandes navegadores. Fomos e podemos ser. Mas o problema é que pensamos que somos ou que apenas queremos ser: vemos o passado como algo que simplesmente passou, não vemos como aprendizagem, como possibilidade. Ao invés do possível, do que podemos alcançar, filosofamos sobre desejos, sobre sonhos, sobre planos. Vivemos à deriva da possibilidade, em meio ao desejo do inalcançável, vivendo os dias como se não houvesse futuro, como se não tivesse havido passado.
Nasce a insustentável multiplicidade de cada um de nós. Nós, portugueses, que vivemos esta realidade que julgamos real, sabemos que afinal não somos tão bons, não somos tão perfeitos. Mas enquanto a reação lógica poderia ser assumir a queda, limpar o rosto do excesso e enfrentarmos as rugas que sempre foram nossas, preferimos continuar mascarados. Somos grandes lá fora enquanto chorámos em casa. Mostramos força durante o dia e dormimos com calmantes e anti-depressivos.
Espero que um dia aprendamos o quanto é importante poupar para investir no futuro, pensar na educação antes da tecnologia "made in Portugal", pensar na estabilidade sustentada antes do comodismo, no que podemos fazer com investimento e dedicação e não com o simples desejo. É hora de esquecermos a máscara que nos esconde do espelho, que nos esconde de nós próprios. Precisamos conhecer e aprender com nosso passado, ver o presente sem maquiagem, e traçar o caminho do futuro.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Como falar de amor
Como falar se o vulgar é corrente, se a energia cria-te e cerceia tua força? Como culpar quem te vive intensamente, quem te sobrepõe ao viável, ao plausível? Como esquecer quando teu abalo abriu às raízes, pelas rachaduras, a tua terra, teu suor, teu fogo, teu fôlego? Como falar, como recriar, se tu és o que não és, mas o que julgas ser em cada um de nós?
Where the streets have no name
Starts like a hymn. Grows like a thunder. I feel some magic, some mystic vibration hearing that song. Simply perfect, a classic 21 years later...
sábado, 4 de outubro de 2008
Made in Portugal II
Sou produto de Portugal nascido no Brasil. Sinto-me português, sinto-me brasileiro, sinto-me global. Não há pátrias, raças, partidos, claques e grupos quando simplesmente somos do Mundo. Sou intolerante à intolerância, mas se a democracia o permite, porque esconder que sinto-me triste em saber que há racismo e xenofobia?
Made in Portugal
A mestria dos mares de sal converte-se, mesmo que tardiamente, na dos mares da tecnologia. É bom ouvir "Made In Portugal", agora sob a voz de outro Magalhães.
domingo, 21 de setembro de 2008
Outono
O prenúncio de um Outono. Deixo a janela aberta para entrar o som forte dos trovões. Lá fora há ainda festa dos Leixões, a noite vai caindo e a chuva também cai a fechá-la. Hoje é Verão, amanhã já é outra estação.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Diferente olhar sobre o mesmo
Ontem desci a Avenida de Merignac até à Villagarcia de Arosa. Matosinhos parece sempre igual junto ao Hospital Pedro Hispano, árvores ao fundo, no Parque de Real, os jardins, o Metro a ranger o ferro, as famílias a irem trabalhar pela manhã. Reparei no azul do céu e na leve brisa que amansava o calor que preparava-se para a tarde: anunciavam algo diferente. O azul estava perfeito e a brisa modelava as cores dos tijolos vermelhos, das flores, das árvores. Senti a diferença num movimento de ascenção, quando percebi que não olhava mais o chão que pisava. As cores atraiam o olhar para cima, para o que a vista não alcança numa manhã de trabalho. Este renascer da percepção fez-me pensar que a realidade difere pouco, mas levanta do chão quando fazemos das suas cores uma nova interpretação, um novo olhar sobre uma simples segunda-feira.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
I knew it, I knew it
Yes, I knew it this should be the second single from the Sharleen Spiteri's debut solo album: