segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Sede de Quinta Seca

Quinta Seca, Senhora da Hora, Matosinhos

Cai a noite de domingo sobre Matosinhos.  De um dia de sol a caminho da primavera, com o mar ao fundo, toma conta desta Quinta Seca o silêncio.  Alguns carros, o helicóptero do Pedro Hispano, os galos e o ferro dos trilhos do Metro quebram periodicamente a sinfonia temperada do teclado do computador e do som que soa como um zumbido.  Há muito não escuto noites tropicais, de silêncio acompanhado pela música dos grilos.  Este zumbido da noite lembra-me os grilos, mas sei que é apenas sugestão do pensamento.  Escolhi a Quinta Seca há quase dois anos, um oásis no meio da cidade  que me apaga a sede de silêncio, como um Bairro Peixoto da Senhora da Hora.  Tenho sede desta Quinta Seca, tal como tenho sede do Bairro Peixoto.  Embalo a rede, não posso parar, tamanha a sede.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A história de uma criança que lê

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Este é o gato de botas… não o fiel amigo do ogro Shrek, mas o de Charles Perrault, que acaba por comer o ogro traformado em rato…  O pai gosta de contar a história à filha, e esta conta a sua história ao pai.  No rosto que se esconde há histórias que o pai não sabe contar.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A guerra e a natureza humana

Para cientistas, guerra faz parte da natureza humanaPara todos, a terra é onde plantamos raízes, a vida é paz, saúde e alimento.  Para mim, a opinião possível, publico neste espaço.

Israel e Palestina são uma só terra com raízes diferentes, onde a intolerância impede a coexistência.  Isto é um fato.  Mas cada vez mais, apercebo-me, que independentemente dos exageros de cada parte, ambos têm razão.  Sim!!!!!  Ambos têm razão, e é, por este mesmo motivo que a decisão é tão difícil.  A questão é que por razões históricas, humanas, religiosas e políticas ambos têm direito à terra e até mesmo à capital Jerusalem tão cobiçada.  Como resolver?  Como Yitzhak Rabin e Yasser Arafat (Fatah) já o estavam a fazer, em consequência do Acordos de paz de Oslo, estabelecendo uma nova identidade, um novo possível país, mesmo que dilacerado entre a Faixa de Gaza e Cisjordánia.  É a única forma, visto que a coexistência é impossível e compreensível de AMBOS OS LADOS.  Entretanto, em 25 de Janeiro de 2006, o partido Fatah de Yasser Arafat perdeu a maioria para o partido Hamas, que apregoa um outro ponto de vista sobre a situação.  Sendo humanos, devemos compreender as razões, mesmo que tenhamos casos concretos que nos façam pender para um lado ou para outro.  Esta situação é única.  E a solução advém de não haver solução.  Quando não há solução, demarcamos de comum acordo o espaço que cada um pode ocupar.  É assim que devemos encarar.  Esta é a paz possível.  Todos queremos que a guerra páre, todos queremos paz, todos queremos nossa terra.

 

Entretanto imagino-me com uma bandeira de Israel, um keffiyeh como o usado por Yasser Arafat e uma t-shirt da selecção portuguesa.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Let it snow!

Neve de norte à sul de Portugal marca o início de 2009.  Desde que não hajam transtornos, acidentes e aldeias isoladas, let it snow! let is snow! let it snow!

domingo, 28 de dezembro de 2008

…is you

And 14 years after its first release, the single “All I want for Christmas is you”, reaches this week the first position again in Portugal.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Uma ausência tão presente

Entre os passados seis anos desta ausência e o futuro desejado, cabe o presente, dádiva no próprio nome, uma prenda que a vida nos dá a cada dia, quando abrimos os olhos após o sono e deparámo-nos com os que nos amam, a escrever, falar, olhar ou pensar em nós.

domingo, 14 de dezembro de 2008

A pedra no sapato

O par de sapatos ao qual Bush escapou hoje é a possível resposta ao grande equívoco que alimentou nos dois mandatos como presidente dos EUA.  Um equívoco do qual, como qualquer responsável que deixará de o ser, quer desfazer-se em prol da sensação de dever cumprido, ou pelo menos para ter menor peso na consciência.

Para o povo iraquiano, atirar os sapatos é como um último grito de revolta, um insulto póstumo, uma justiça tardia com simbolismo moral, mesmo que não devolva paz ao seu dia-a-dia.  O sapato que incomodou Bush persiste em seu riso nervoso diante da situação, aparente bom humor perante o derradeiro e justo insulto que por certo sofrerá neste país.

O que ficará para a Hístória? Perdas inúteis, interesses desumanos pelo controlo de um país rico em petróleo, e, mais do que isso, uma pedra pesada a tirar do sapato.

As Palavras que me lês

O fim de uma história é o princípio de outra.  A história das nossas vidas não acaba, não é imcompleta, porque cabe nas Palavras que trocamos, cabe nas histórias que lemos e nas que escutámos.  Quando se trocam Palavras, perpetuámos, estendemos nossos longos braços-laços e o que se cria não se rompe, basta regar diáriamente, como a rosa do pequeno príncipe.

A tristeza que se sente com a partida, a alegria que se sente com a chegada, uma espera no cais de afetos, onde trocam-se também Palavras, em afirmação dos laços que não se romperam.  Quando estamos tristes, e se sentimo-nos semi-qualquer coisa, sabemos que a alegria voltará um dia, sabemos que não estamos sós, porque parte do Todo está em mim e parte de mim está no Todo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Govindam

Govindam adi-purusam tam aham bhajami.  Um dos mantras que mais gosto para praticar Reiki.

Semi-qualquer coisa

São quase 21h30.  O pai já despediu-se da filha.  A casa volta a estar semi-iluminada, semi-habitada.  Ele vê as notícias, a terça-feira que se aproxima, o tempo a passar.  Tem à sua frente o pixel vivo do televisor LCD, que também é seu monitor, que também é parte desta sede que o liga ao mundo, A Rede.

É inacreditável a força desta Rede, que nos aproxima, nos une, nos torna uníssonos.  Somos cada qual em cada vida, a que escolhemos,  e participamos activamente na vida dos outros “cada uns”, dos espelhos semi-habitados, dos reflexos por iluminar em outro canto qualquer do mundo.

Também é já parte deste espelho incompleto em busca de reflexo.   É parte de algo que está sempre por descobrir.  Parte de qualquer coisa, e agora cá, a esta hora, neste lugar, o pai é semi-qualquer coisa.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Made in Everywhere I

Um brasileiro com um casaco da seleção de Itália, possivelmente "made in china", entra numa composição do metro do Porto, em Portugal.  Entra com outros dois colegas de trabalho na estação de Modivas Sul, da linha vermelha: um angolano com um casaco Reebok e um português, já idoso, com calças e boné à tropa.  Falam sobre passes e senhas do metro.  O brasileiro adianta-se com o seu passe que até dá para a zona N10.  Provavelmente no mês que vem também vou aderir ao passe, é mais económico e cómodo, penso.  Olho a notícia do Jornal de Notícias, e vejo que a Metro do Porto está a testar uma composição "tram-train", feita na Áustria,  a ser usada na linha vermelha.  Mais conforto, mais velocidade.  Saio na Senhora da Hora, vejo três chineses a atravessarem a linha a correr a tempo de apanharem a composição com direcção ao Ismai.  Vou para casa.  O mundo está global.  O mundo está realmente a mudar. E gosto disso.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Made in Portugal III

Há uma semana recebi um email cujo conteúdo gostaria de partilhar convosco. Vale a pena repensar Portugal, não o país, feito por nós, pelo nosso trabalho, mas os nossos conceitos, nossos pré-conceitos. Vale a pena repensar o que achamos imutável, o que consideramos perdido, o que não acreditamos como possibilidade.

Não encontrei a fonte original do PDF que recebi, mas sei que esta campanha já tem tempo, com origem na nova imagem da promoção externa de Portugal, pelo Portal do Governo, e que ganhou imagem na altura através de uma interessante apresentação. Para terminar, conheça a ficha e o perfil do lugar em que vivemos, pela voz da Portugal Global (AICEP)!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

As aventuras de Caddy Kaboo III

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Caddy de volta à casa.  Quem vê este prédio não imagina o que há do outro lado, pois não?  Então vejam...

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Este foi o melhor lugar onde já vivi até hoje.  Fica em Villach, Austria.  Pude usufruí-lo entre Dezembro de 2004 e Junho de 2005.  Bons tempos, tão bons que resolvi agora, quando se completam 4 anos que pisei pela primeira vez o solo austríaco, começar uma nova série de posts, com mote inicial na Caddy Kaboo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

As aventuras de Caddy Kaboo II

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Vamos às apresentações.  Esta Caddy chama-se Kaboo pela sua placa:  K 849 BU, letras K e BU, daí Kaboo.  Na Áustria, tal como na Alemanha e mesmo em Espanha, a primeira letra das placas é a cidade de origem do carro, seguida do brasão de armas da cidade.  Neste caso, K de Klagenfurt.  Na foto, acabou por encontrar neve em sua terra natal, um pouco depois de sair de Villach.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

As aventuras de Caddy Kaboo I

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Austria, 12-12-2004.  Caddy Kaboo continua sua jornada em Faak am See: um dos primeiros contactos com o frio continental austríaco, com a geada matinal em campos perto de Villach.  Caddy ainda haveria de fazer muitos quilómetros até ser entregue no aeroporto de Klagenfurt.  Onde andará Caddy Kaboo?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

American Pride

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This teddy bear was made in China, but despite this controversy I'll focus on its meaning.  The American dream seems to be reborn today from the Bush era dust into a renewed American pride.  Obama made a great victory speech: the 106th years old lady Ann Nixon Cooper is surely proud of the change made in America trough the years, as all the change believers, Americans or not.  Yes, you can, Mr. Obama and now the rest of the World is waiting.

F5 on CNN.com

Today is the other day, it's just 2 minutes past... each state on USA is closing the polls and I'm still waiting. I don't know why USA is so important after such an economic crisis, but what is important to me is the difference. I feel happy to live in a World where an African-American can reach the White House, I'm happy to see his smile, I'm glad to see that breath of respect between different races, I'm glad to see that the human world is becoming real human, without limits. To be even better, even this is an utopia, I see a World where the lyrics of John Lennon's song, Imagine, just come true. But, this is just a dream and I'm keep pressing F5 on my keyboard at CNN.com.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

This is the day


I couldn't resist to publish this embedded video today on this blog... Things fall into place and life will surely change.