Aberto em Junho de 2007, após requalificação do arquitecto português Carlos Prata sobre projecto original do arquitecto catalão Manuel de Solá-Morales, o Edifício Transparente foi incialmente pensado para a Porto 2001, capital européia da cultura. Ontem tive a oportunidade de o conhecer melhor, por ter tido como mote um almoço no Cufra Grill. Para além da francesinha e dos finos, um espaço agradável, uma porta de entrada para o Parque da Cidade, uma janela para o mar.
domingo, 5 de abril de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
Pavilhão da Água sob três planos
O Pavilhão da Água nasceu para a Expo 98 em Lisboa, Portugal. Integrado no tema “Os oceanos: um património para o futuro” da exposição, este pavilhão foi posteriormente instalado no Parque da Cidade do Porto em 2002. O Pavilhão é uma porta para o Parque, não somente por estar junto aos seus limites, ao lado da Estrada da Circunvalação, mas também porque valoriza uma das maiores riquezas que sustentam o próprio parque: a água.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Motorcycle emptiness
Enquanto hoje na SIC eram apresentados os presumíveis custos do lento e complexo julgamento Casa Pia, lembrei-me do meu avô materno a ver a SIC há uns 7 anos atrás, numa cama de hospital. Na altura fitava incrédulo um dos actualmente arguidos no processo, fazendo um gesto como de uma arma à cabeça, passando-nos a mensagem de que quem comete um crime tão horrendo como a pedofilia, o desrespeito máximo ao que jamais poderia ser desrespeitado, merecia algo mais do que um julgamento e consequente prisão. O escândalo começava em finais de 2002, quando meu avô já não falava, mas a incredulidade do seu olhar e seu gesto em resposta à notícia eram mais do que palavras. Neste mesmo ano casei-me e na volta da lua-de mel ainda pude ver seus olhos incrédulos, a possível resposta à rapidez com que a doença retirou-lhe possibilidades. Este vazio que por vezes sinto da falta tão presente que ele deixou-me é só comparável à nostalgia que a canção Motorcycle emptiness me desperta.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Limoncello
One of my favorites alcohol drinks, made specially in Sorrento, Italy, of pure lemon rind, water, sugar and, of course, alcohol. Today I just relaxed a bit reading everything about a thing in an hour, as I call. It was the Limoncello day:
http://en.wikipedia.org/wiki/Limoncello
As a soundtrack, there’s no better than a traditional neapolitan version of Torna a Surriento written by Ernesto de Curtis and Giambattista de Curtis and sang (in this video) by Beniamino Gigli (and not Enrico Caruso):
segunda-feira, 16 de março de 2009
O dossier azul
Decorre o julgamento de Josef Fritzl, que recusa-se a falar aos jornalistas e esconde-se das câmeras com seu dossier azul. Vergonha, arrependimento, culpa, ou qualquer outro sentimento possível para quem durante 24 anos destruiu a possível vida da própria filha e de outros filhos, que também eram netos. Possibilidade é o que se espera, mas o dossier não mascara sentimentos, mascara a ausência destes. Assumir a culpa e justificá-la com a infância atormentada é como matar sem querer e roubar por acaso. Com Fritzl morreram possibilidades de vidas, roubou-se a paz efémera que St. Pölten e o Mundo julgava ter ao redor das suas casas, nos seus vizinhos. O dossier pode ser azul, mas os seus papéis brancos ficaram manchados de vermelho.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Porto cidade abrigo em Blogspot
http://portopelaminhaobjectiva.blogspot.com/
http://portonorte.blogspot.com/
http://cidadesurpreendente.blogspot.com/
http://amaroporto.blogspot.com/
http://portodailyphoto.blogspot.com/
http://portus-cale.blogspot.com/
http://ruasdoporto.blogspot.com/
http://verdecinzento.blogspot.com/
http://ascasasdoporto.blogspot.com/
http://portoantigo.blogspot.com/
Massacres
O que leva a mente humana a cometer massacres como o da Alemanha? Ao invés de procurar culpas nos videojogos violentos e na controversa licença de porte de armas para autodefesa, devemos pensar o que faltou-lhes em educação, em valores, em amor. A mente que leva a cabo um massacre sofreu falhas na educação ao longo da vida, condicionamento e deturpamento de valores e provavelemente não percebeu o que era amar. É preciso agir desde já, não com estupefacção aos factos, mas com a educação, amor e respeito que podemos e devemos dar aos nossos filhos.
quarta-feira, 11 de março de 2009
U2 rocks again!
At the line on the horizon there’s a magnificent Joshua tree revisited. After great pop albums, a moment of surrender, when the unknown caller rocks again. I’ll go crazy if I don’t crazy tonight listening to Joshua Tree and this new album, so I’ll recommend you to get on your boots till the nearest store. No stand up comedy makes me feel better than listen to these albums when rock is being born again, white as snow, like a breathe in these crisis and war days. The Joshua Tree soul remains at the Cedars of Lebanon.
terça-feira, 10 de março de 2009
O virtual após a morte
Já existe uma resposta em Legacy Locker. Ups… isso era suposto ir para o twitter… se calhar tenho uma boa solução “low cost” duplicando o virtual em outros sites herdeiros…
Cabinda
A propósito da visita do Presidente de Angola José Eduardo dos Santos à Portugal, dois sites, duas faces de Cabinda, um exclave de Angola:
http://www.cabinda.org/portugues.htm
Com fundamentos históricos de 1975, ligados à independência de colónias portuguesas após a revolução de 25 de Abril em Portugal, Cabinda entrou em dissonância com os valores culturais, económicos e geográficos (exclave) de Angola, posicionando-se através da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) com objectivos pró-libertação. Em 2006 foi assinado um memorando pacífico que incluia a incorporação de membros da FLEC na vida político-militar nacional angolana. Aparentemente pacífico, o memorando não explica o lento desenvolvimento de Cabinda, onde a riqueza do petróleo extraído (70% do exportado por Angola) parece não reverter a favor da província.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Why IT moves me
The above video shows how quick changes are running nowadays in our lives. There’s no better soundtrack than the Right Here, Right Now song from Fatboy Slim for that. Exponential changes, feelings, emotions, communications… that’s why IT moves me!
terça-feira, 3 de março de 2009
Fado mar, fado cais
Triste fado que fala do próprio fado. Há dias jantei no Norte Shopping, no Pasta Caffé. Um dos temas da conversa foi a situação de um conhecido jornal português em meio à crise internacional. Sabe-nos à comida italiana, mas falamos sobre Portugal num restaurante controlado pela Ibersol, uma empresa portuguesa com sede no Porto, num shopping do grupo Sonae, com sede na Maia. Exceções ao fado?
No fado que fala de si, ator e autor são diferentes papéis conscientes da respectiva fronteira. Enquanto atores, sentimos cada emoção que nos vai à alma, cidadãos portugueses partes do fado maior. Enquanto autores, interpretamos com nossos sentidos a emoção dos fados que ouvimos, dando corpo e voz sob outro olhar, sob outro fado.
A voz tremida carrega a tristeza, o mar traz em ondas os versos do autor que sente a dor que deveras sente, ator e autor em sintonia. Sim, nós, porttugueses, somos fadistas natos, somos atores e autores de fados. Mas ainda não falamos do próprio fado; ficamos a admirar eternamente a pobre ceifeira, invejando-a.
Este fado mar, que carrega as palavras, as vontades, os desejos, não são planos de futuro, não têm objectivos. É preciso torná-lo porto seguro, atracá-lo ao cais da mudança, da inovação. Quebrar o falso espelho que reflecte apenas o passado, envelhecer como o retrato de Dorian Gray e acordar barata como Gregor Samsa. É preciso reescrever o fado mar em fado cais.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Pornocracia e liberdade
Há pornocracia para todos os gostos, e por certo o bom gosto e o bom senso de uns não devem interferir na liberdade de outros. Enquanto a frase "o que hão de pensar" soar pelos cantos de um recinto público, haverá quem confunda aprender com apreender ou mesmo repreender. A liberdade é nata, a sensatez um dom e a estupidez recorrente um atraso.
Meu Deus, “o que hão de pensar” deste post?
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Sede de Quinta Seca
Cai a noite de domingo sobre Matosinhos. De um dia de sol a caminho da primavera, com o mar ao fundo, toma conta desta Quinta Seca o silêncio. Alguns carros, o helicóptero do Pedro Hispano, os galos e o ferro dos trilhos do Metro quebram periodicamente a sinfonia temperada do teclado do computador e do som que soa como um zumbido. Há muito não escuto noites tropicais, de silêncio acompanhado pela música dos grilos. Este zumbido da noite lembra-me os grilos, mas sei que é apenas sugestão do pensamento. Escolhi a Quinta Seca há quase dois anos, um oásis no meio da cidade que me apaga a sede de silêncio, como um Bairro Peixoto da Senhora da Hora. Tenho sede desta Quinta Seca, tal como tenho sede do Bairro Peixoto. Embalo a rede, não posso parar, tamanha a sede.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
A história de uma criança que lê
Este é o gato de botas… não o fiel amigo do ogro Shrek, mas o de Charles Perrault, que acaba por comer o ogro traformado em rato… O pai gosta de contar a história à filha, e esta conta a sua história ao pai. No rosto que se esconde há histórias que o pai não sabe contar.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
A guerra e a natureza humana
Para cientistas, guerra faz parte da natureza humana. Para todos, a terra é onde plantamos raízes, a vida é paz, saúde e alimento. Para mim, a opinião possível, publico neste espaço.
Israel e Palestina são uma só terra com raízes diferentes, onde a intolerância impede a coexistência. Isto é um fato. Mas cada vez mais, apercebo-me, que independentemente dos exageros de cada parte, ambos têm razão. Sim!!!!! Ambos têm razão, e é, por este mesmo motivo que a decisão é tão difícil. A questão é que por razões históricas, humanas, religiosas e políticas ambos têm direito à terra e até mesmo à capital Jerusalem tão cobiçada. Como resolver? Como Yitzhak Rabin e Yasser Arafat (Fatah) já o estavam a fazer, em consequência do Acordos de paz de Oslo, estabelecendo uma nova identidade, um novo possível país, mesmo que dilacerado entre a Faixa de Gaza e Cisjordánia. É a única forma, visto que a coexistência é impossível e compreensível de AMBOS OS LADOS. Entretanto, em 25 de Janeiro de 2006, o partido Fatah de Yasser Arafat perdeu a maioria para o partido Hamas, que apregoa um outro ponto de vista sobre a situação. Sendo humanos, devemos compreender as razões, mesmo que tenhamos casos concretos que nos façam pender para um lado ou para outro. Esta situação é única. E a solução advém de não haver solução. Quando não há solução, demarcamos de comum acordo o espaço que cada um pode ocupar. É assim que devemos encarar. Esta é a paz possível. Todos queremos que a guerra páre, todos queremos paz, todos queremos nossa terra.
Entretanto imagino-me com uma bandeira de Israel, um keffiyeh como o usado por Yasser Arafat e uma t-shirt da selecção portuguesa.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Let it snow!
Neve de norte à sul de Portugal marca o início de 2009. Desde que não hajam transtornos, acidentes e aldeias isoladas, let it snow! let is snow! let it snow!





