quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Notas


Preto e branco, alternadamente
As notas, que são martelos sobre cordas
saem do piano da vida em altos e baixos
ebony and ivory
in perfect harmony

Ouvir cordas


Ouço cordas
Vejo dedos sobre o nylon de uma guitarra
Não sei de nenhum instrumento que me toque mais
Sons que ecoam como poemas no pensamento
Esta música é alma
E a arte de ouvi-la é tão forte que compreende
a própria arte de fazer-se ouvir,
da corda que toca e percorre o ar
à espera de um dono

Alma e excitação


Fado
O que há em mim, música
De alma e excitação - diga-se soul and jazz
Transparece, sobressai, agita
E o que a música em si carrega
da tristeza de uma vida faz uma canção
uma fado, uma guitarra, uma voz
um coração

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Tristeza do Mundo


Há quem diga que a Natureza costuma chorar quando duas estrelas se separam.
A tristeza da Natureza ocorre em dias e noites de tempestade, quando todas as estrelas
escondem-se_________________________________
É como se as nuvens tentassem proteger a harmonia das restantes,
aliviando-as da separação
da dor
Um dia, quando a chuva acaba, fica a terra lavada, o sol aquece
as mãos do Mundo percorrem o coração
que desacelera
acalma
e espera...

sábado, 28 de maio de 2011

Feito em Portugal



Gosto de Mar, de amar
Gosto de aldeias, de braços abertos

Gosto do Céu, de sonhar
Gosto de fado, de cotentamentos descontentes

Gosto de Terra, de criar
Gosto de videiras, pera rocha e laranjas

Gosto  do Amanhecer, de esperar
Gosto do sol, de acordar

Feito em Portugal,
dos quatro elementos, pelos quatro cantos
gosto de viver e fazer:
amar, sonhar, criar e esperar

domingo, 17 de abril de 2011

O Tempo e as horas


Hoje meu avô faria 86 anos.  O que foi, o que é por nós (os que ficaram) e o que será (nas memórias que vamos repetir) é como a vida: o Tempo passa e as horas ficam.  O presente é feito de vivências e acções, e o futuro de concretizações e possibilidades.  As horas passam e o Tempo fica à espera do amanhã.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O amor



Tiago ama Daniela
Paulo ama Filipa
Tiago (C) ama Nicole
Ivo ama?
Bruno ama?
(“O amor” de autor desconhecido)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O Puzzle da Vida


Ao juntar as peças de 2010, descobrimos adversidades e bons momentos, perdas e nascimentos, dificuldades e satisfações. Ao terminar o Puzzle, percebemos que o que nos motiva é justamente isso: tal como a própria vida, um ano não é melhor ou pior do que outro. Nós é que o fazemos bom ou mau.
Vamos fazer de 2011 um vintage!

sábado, 1 de maio de 2010

Flores do vento


À procura de dentes-de-leão, esperamos.  O tempo de espera não precisa ser de ansiedade: há sempre o que inventar e reinventar, como os nomes.  Hoje chamamos aos dentes-de-leão, flores do vento, à espera da brisa que as leve para outras paragens.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O pai do pai do meu pai


Fiquei a saber há dias que meu bisavô paterno está nesta foto (o senhor que está mais à direita).  As memórias têm destas coisas: atravessam o tempo sobre uma folha de papel, criam emoções de vida nos que ficam pela vida dos que foram e plantam saudades de quem não chegamos a conhecer.  O pai do pai do meu pai agora é também parte de mim.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ensaio a sépia


Ó pastora, ó pastorinha,
Que tens ovelhas e riso,
Teu riso ecoa no vale
E nada mais é preciso.

Fernando Pessoa


Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se o vento...

Alberto Caeiro


Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

Mário Quintana

sábado, 22 de agosto de 2009

O beijo de Klimt revisitado

O beijo de Klimt, pintor austríaco, é possivelmente um dos quadros mais conhecidos do mundo:

fonte: Wikipedia

Ontem surpreendi-me com este outro beijo, não de Klimt, mas como se o revisitasse. Num movimento inverso, de ascensão, ela toma a iniciativa e ele acolhe com carinho a ternura:

O Beijo

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O espírito da Terra do Nunca

A Terra do Nunca não deve ter sido tão lembrada como agora, com a morte de Michael Jackson.  A evolução do seu rosto, da sua “capa”, a fascinação pela criança que foi e cujo espírito deixou escapar com a transformação não só física, mas também e, principalmente, psicológica, leva-nos a reflectir se a Terra do Nunca não seria uma máscara para esconder a dor de perder a criança que não soube gerir, do lado infantil que não soube desenvolver.  A criança Michael morreu em Michael e o sorriso natural de outrora não conseguiu resistir às transformações.   Never Land de Peter Pan renasce ao escolher as crianças que fomos, alertando-nos, enquanto fábula, que podemos continuar crianças cá dentro.  Basta construímos a terra prometida nos nossos pensamentos, actos, vontades, espíritos.

E agora sabe-se que, afinal, não irá para a Terra do Nunca: Michael Jackson não será levado para Neverland

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Página em branco

É um lugar comum.  A vida é uma página em branco.  Somos responsáveis por aquilo que construímos, pelas escolhas e arrependimentos que fazemos, atempadamente ou não.  Tenho por hábito não dar demasiada importância aos erros e correcções, mas à vida, ao presente e ao futuro, ao que está por vir, fazer, concretizar, tornar realidade.  A possibilidade é uma página em branco.  A vontade é nosso pincel, pronto a colorir de acordo com nosso espírito, nosso mood.  Em ritmo de homenagem, lembro os que contribuíram para que minha vida fosse diferente e que já não estão cá.  Eles também deixaram impressões nos meus dias e lembro-me do que construíram como incentivo a que faça cada vez mais.  A vida é assim: hoje é o velório e amanhã, a festa, o renascimento. Viva a vida!  Viva a possibilidade!  Viva as cores por colorir, em páginas em branco!

O olhar de uma criança

foto: Wikipedia

Parte da minha adolescência, quando Thriller foi lançado e comprava meus primeiros álbuns em vinil.  Prefiro guardar este olhar, quando tudo começou…

domingo, 14 de junho de 2009

Pés


Algures entre o disparar do engenho da máquina e a vontade de uma criança, ficam os pés desfocados do pai.

Almoço de Domingo

O prato, depois de preparado, ficou tão “gourmet” que merecia uma foto:

DSC05961

Já agora… foi coxa de peru com ervilhas e cenouras bebés. Foi.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Senhora da Hora, a cidade

Hoje foi aprovada pela Assembleia da República a elevação de Senhora da Hora a cidade. A vila da Senhora da Hora, freguesia do Conselho de Matosinhos, alcança, assim, o estatuto de cidade já há muito desejado e merecido. Com cerca de 33.000 habitantes e 20.000 eleitores, a vila possuía ainda os equipamentos colectivos mais do que necessários para a sua elevação a cidade.

Público: Portugal tem cinco novas cidades e 22 vilas

Jornal de Notícias: Conheça as novas cidades de Portugal

Agora, somos SENHORENSES!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

CR no RM & outras histórias

Não ligo nada à futebol, por isso, minha opinião é tendenciosa e inútil, visto que faço parte de uma pequena minoria.  De qualquer forma, acho importante expressar uma opinião sobre o que já virou polémica até mesmo entre os amantes do futebol:  o valor elevado da transferência de Cristiano Ronaldo (CR) para o Real Madrid (RM).

Os pilares de uma carreira bem sucedida: esforço, dedicação, motivação, comunicação e claro, gostar do que se faz.  Isto aplica-se a tudo, inclusive ao futebol. Facto:  CR tem uma carreira bem sucedida e acredito ter todos os pontos acima muito bem trabalhados.  Facto:  O RM tem orçamento para investir no que acredita ser um retorno garantido, seja pela prestação futebolística de CR ou pelo marketing envolvido.  Então porque a polémica?  Desde sempre temos como adquirido que o desenvolvimento dos cinco pontos referidos acima são proporcionais ao que se ganha.  Mas não é só.  Existe um sexto componente que dita uma sobrevalorização dos anteriores: nós.

Nós ditamos parte deste sucesso.  Nós, os consumidores, somos os que aquecem os Media com as suposições, factos e histórias naturais ao sucesso de uma carreira futebolística.  Somos os responsáveis pela sobrevalorização no mundo mediático.  Somos os bastidores, aqueles que suportam os custos para que todo este processo ocorra e evolua.  Sendo assim, e para uma melhor democratização e distribuição de riqueza (lá estou eu a ser utópico), não seria bom que reflectíssemos porque gostamos tanto das mesmas coisas que o nosso vizinho?

A identidade é nata, a acção deve ser reflectida, mas o coração e a mente manda-nos seguir pelos caminhos que respondam aos nossos anseios de PERTENÇA.  Afinal somos todos humanos!  Mas isto já é outra história…

sábado, 6 de junho de 2009

Reflexão, cidadania e direito

Estou em reflexão, não exactamente as costumeiras pré-eleitorais, que exigem não se falar sobre a opção de voto, qual quarta-feira de cinzas ao contrário.  É ao contrário que faço a minha reflexão sobre o não ir votar, ao fazer um anti-voto ao silêncio da cidadania, em resgate do direito conquistado ao longo da história sócio-política da democracia. Neste contexto, amanhã acordo cedo e vou votar, pensando naqueles que lutaram por este direito e negando a inércia que, apesar de descontente, prefere a abstenção à possibilidade de mudança.